A razão é que sou aposentado e a verba anda curta. Comumente escrevo para o Painel do Eleitor, algumas vezes, e faz tempo, tenho o prazer de ver alguma coisa publicada, a maioria das vezes recebo um e-mail ou uma carta, agradecendo o envio da matéria.
Lendo, algum tempo atraz o "Futuro dos Jornais, destaquei os paragráfos: "Os jornais condensam uma credibilidade difícil de ser replicada em outros meios e funcionam como uma bússola para o leitor imerso no caos informativo atual"; - "Excessão feita as - cartas ao editor - o papel do leitor se tornou passivo"; -"Por fim, vale pensar naquelas pessoas, aqui ou longe daqui, que dependem do esforço jornalistico para escapar de várias formas de tortura, opressão e de injustiça".
Como aposentado, dentro de um universo de mais de oito milhões dos que recebem acima do salário mínimo, fui como todos os outros injustiçados pela chamada Constituição "Cidadã" de 1988, derivada e para alguns Juristas ilegítima. Na época, a Sociedade indexava o salário mínimo na economia, e os Economistas de plantão na falta de argumentos mais sólidos diziam que esta indexação era uma das razões da altíssima inflação. E aí os Senhores Congressistas, Constituintes e Políticos, desvincularam de tudo o salário mínimo.
Como eram Políticos, Congressistas e Constituintes, esqueceram das chamadas CLÁUSULAS PÉTREAS, DIREITOS ADQUIRIDOS E ATO JURÍDICO PERFEITO, previsto em todas as Constituições Brasileiras, exceção da "Polaca" de Getúlio Vargas - o Ditador".
Desde 1960, que os reajustamentos dos Institutos eram feitos pelo pífio sa1ário mínimo, foi criado por Lei e vigorou até a fatídica derivada.
A Constituição não previu tampouco que a posterior reforma da Previdência, ironicamente assinada por um Sindicalista - o "pelego" Antonio Magri", não respeitasse os Direitos adquirido daqueles que tinha por vários anos suas aposentadorias reajustadas pelo salário mínimo,como foi feito nos artigos 41 A, 147 e 149, da Constituição, que respeitou o direito dos que recebiam benefícios por limites máximos e as prestações e financiamentos dos ex-combatentes e ferroviários - pura discriminação a nós outros.
Todos os anos, quando das MPs., do Salário Mínimo vai a Plenário na Câmara Federal, alguns Deputados apresentam emendas consignando aos aposentados o mesmo reajuste, e o que vemos é um verdadeiro "teatro pastelão", e a emenda e derrotada pelos "plantonistas do governo".
Isto tudo acontece, Senhora, porque o Governo mente de que a Previdência Social - para nós INSS, é DEFICITÁRIA - a Folha em 02 de Agosto de 2007, publicou artigo assinado por Economistas, com o título "FALÁCIA SOBRE O DEFICIT DA PREVIDÊNCIA".
O Senador Paulo Paim -PT/RS - conseguiu aprovar por unanimidade no Senado Federal, um projeto de emenda a Constituição, reestabelecendo os reajustes das aposentadorias pelo Salário Mínimo, este projeto está na Câmara Federal, tendo sido aprovado por unanimidade por Comissão Especial, entretanto, quando da aprovação, nosso Jornal publicou um Editorial sob o titulo "DEMAGOGIA NO SENADO.
Quem escreveu este tal artigo, desconhece totalmente os trabalhos existentes de órgãos especializados em Previdência Social, tais como DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócios Económicos, DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, ANFIP - Associação dos Auditores Fiscais da Previdência Social, a Tese de Doutorado da Professora de Economia da UFRJ, Doutora Denise Lobato Gentil e vários outros trabalhos de Advogados e Economistas, que demonstram não só o superavit como a transferência deles para outros órgãos do governo.
O que me causa espécie, Senhora, e que em razão do Editorial Demagogia no Senado, enviei a Senhora Eleonora de Lucena, na época Editora Executiva, correspondencias, capeando farto material sobre o assunto, ao Senhor Presidente Luiz Frias, ao seu antecessor, material copioso sobre o assunto e sequer tiveram a gentileza de acusar o recebimento do material.
É frustante ver que uma injustiça cometida para com quem, durante 30/35 anos, ganhou e contribuiu acima do salário mínimo, hoje se vê defasado em mais de 50% de sua aposentadoria, é pior ainda ver ter publicado as frases que transcrevi acima, e verificar que simplesmente é retórica, como dizia meu pai "é para inglez ver".
Quando se trabalha, a Previdência desconta de nosso salário o valor da contribuição de previdência, sobre tudo o que se recebe até o limite de 20 SM, quando faz os cálculos da aposentadoria elimina todo e qualquer ganho que não seja originário de dissídio coletivo, decisão judicial ou não tenha a empresa- Cargos de Carreira, como no serviço publico. Quando aposentei-me em 1981, ganhava acima de 12 SM, aposentaram-me com 7,64 SM e hoje estou com 3.9 SM.
O TAL PROJETO DE REAJUSTE DAS APOSENTADORIAS DO SENADOR PAIM - 'DORMITA' DEBAIXO DO ASSENTO DE ALGUNS DOS LIDERES DO GOVERNO, pois até hoje não foi a Plenário e nem se fala dele - As Centrais Sindicais, e os "Pelegos" sindicalistas, tumultuam tudo, colocando em pauta: Fator Previdênciário - Reajuste das Aposentadórias deste ano - 40 horas semanais para os trabalhadores - estratégia para derrubar o projeto, que definitivamente resolveria o problema de reajuste das aposentadorias, sem os "circos" anuais, a nossa custa.
ESPERO QUE UM DIA, AINDA VIVO, VEJA NOSSA FOLHA DEFENDER OS APOSENTADOS, não achando quando alguma coisa nos ajuda, seja simplesmente "bondades"...
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