O Jornal O Estado de São Paulo de 31 de julho deste 2010, ano tétrico em que a Justiça vem determinando censuras no que se escreve e fala, contra os políticos que estão desenfreados na corrupção, em todos os níveis, editou um caderno ESPECIAL denominado SOB CENSURA, sub titulo " Sarney boicota investigação dos atos secretos, revelados pelo Estado, e emperra o inquérito sobre o maior escândalo do Senado.
Silencio: Sarney, presidente do Senado, não respondeu à Procuradoria..
Investigado: Fernando, o filho, citado em ação da PF.
Imposição. Há um ano o jornal esta impedido de publicar dados sobre a operação da PF.
Nada muda. Senado ignora crise e vícios continuam.
Página 2 - " É uma data que, claro, não há motivos para comemorar e sim para lamentar. É profundamente lamentável que um jornal da importância do "Estadão" permaneça sob censura, ainda mais quando constatamos que este , apesar de sua importância, não é um caso só isolado". - Sérgio Murllo, Presidente da FENAJ.
Leandro Colon - Brasília - Senado oficializa seus vícios secretos. - Ex-diretor Agaciel, o 82º senador, não foi punido e ainda disputa eleição.
Entrevista - Pedro Simon - "SENADO VIROU UMA CASA DE AMIGOS"
Na batalha para mudar as coisas, o senador gaúcho reúne suas propostas em novo livro.
Pagina 3 -" O Estado quer um posicionamento do Judiciário nesta caso. Assim,de acordo com a longa tradição democrática do jornal, não se transige, mas vai-se às últimas consequências" - Ruy Altenfelder, Presidente da Academia Paulista de Letras Juridícas
Página 4 - "Só se admite sigilo em casos especialíssimos. No caso do Estado, o interesse público prevalece sobre o privado. Se há relevante interesse público, é fundamental que os dados sejam publicados - Roberto Livianu - Presidente do Ministério Público Democrático
- Caso põe em discussão segredo de Justiça. - Avaliação geral, é de que jornal cumpriu o seu dever sem ferir a Constituição, ao revelar, com responsabilidade, informações de"relevante interesse público".
Três miinistros do STF se dizem contra mordaça imposta pela toga.
ANJ lamenta episódio e define como "absurdo". - Fenaj também critica imposição de censura a um jornal da importância do Estado e alerta para outros casos.
Página 5 - "Não há de se falar em violação da liberdade individual. Se não foi respeitado o segredo de Justiça, que deve ser investigado e, se for o caso, punida, a quem tinha a obrigação legal de guarda-lo, não o Jornal, que cumpriu sua missão de informar" - Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. Advogado Criminalista.
Memória - "Estado" teve censores na Redação - Jornal publicava verso de "Os Lusíadas" no lugar das matérias proibidas pelo regime militar:; JT dava receita de bolo.
Página 6 - "Autoridades que lidam com recursos públicos e seus parentes têm nível reduzido de privacidade. O papel do "Estado" é legitimo, porque a imprensa cumpre o seu papel de fiscalizar o exercício do poder. - Luiz Flávio Gomes - Advogado e ex-Juiz.
Página7 - Entrevista: Manuel Alceu Affonso Ferreira - Advogado - ex-Secretário de Justiça. - 'CENSURA É MAIS GRAVE QUE NO AI-5. - Advogado do "Estado" afirma que a proibição choca, porque veio de um "simples despacho" de gabinete forense.
A OAB presta solidariedade ao "Estado" e aos profissionais que cumprem a relevante missão social de informar com responsabilidade e liberdade, pilares que devem sustentar o Estado Democrático de Direito" - Ophir Cavalcante, Presidente da OAB.
Sentenças judiciais determinam retirada de material de blogs. - Em um ano, diversas ações impediram publicações em várias partes do país, a mais recente no Maranhão.
... o palhaço chorão -, continua envergonhado de ver um dos maiores jornais democrático do Brasil, nesta situação, que não tem explicação a não que a casa da "mulher cega" desvirtuou...
Página 8 - - "A censura é algo completamente absurdo.Primeiro, porque é flagrantemente inconstitucional, depois pela injustificável demora para reverter a decisão. Nos resta esperar que, enfim, a Justiça se faça". Ricardo Pedreira, Diretor Executivo da ANJ
América Latina dá fôlego para "nova censura" - Levantamento feito pelo Estado, em 6 paises da região mostra escalada de ameaças à imprensa, desde as formas mais sutis, como regulamentação abusiva e direcionamento de verbas, até as mais violentas, como os assassinatos em Honduras.
Unesco tem guia para direito à informação.
Assassinatos de jornalistas e ataques violentos provocam auto censura.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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