No inicio de 1990, com inflação cada vez maior, 84% ao mês, o poder aquisitivo de todos nós "ia para o espaço". Era briga de foice. Sarney o falso estadista, acabava de deixar o governo. A história há de perpetuar, que após os anos de "chumbo" poderíamos ter tido um ESTADISTA, mas o contrário, tivemos um poltrão, que negociou o tempo de sua presidência, comprando os votos necessários dos deputados fisiológicos, para garantir maior mandato. Sede de poder, que até hoje cultiva, e que fez dele e sua família, uma das maiores fortunas. A fama de seu governo é de corrupção total. Segundo consta Collor, seu sucessor, outra "praga", ganhou muitos votos, acusando Sarney de corrupção, ameaçando-o de prisão. Hoje com o descaramento próprio da maioria dos políticos, são amigos, companheiros do atual governo, que também peca pelos escândalos de corrupção em todos os níveis. Hoje todos são professores, da matéria institucionalizada na cultura politica do Brasil, varonil.
No fim do governo do cel. maranhense, com o empobrecimento do povo, Collor se dá ao luxo de juntar uma alegre comitiva, fretar um avião e ir para um paraiso da burguesia, junto com a esposa e uma "tropa" gastadora. O paraíso era as ilhas Seichelles que não é melhor do que qualquer de nossas praias do nordeste ou do sudeste brasileiro. Mas o playboy e sua corte tinha a necessidade de mostrar a todos nós, quanto estavam preocupados com nossas agruras de pobres e sem dinheiro, tomados a força num confisco de poupança e contas bancárias, deixando a todos nus, só com uma "tanga de 50 cruzeiros". O tiro que deu, foi em nós, todos nós ouvimos na TV, as acusações que fez contra seu oponente, de que o mesmo iria confiscar nosso dinheiro nos banco, ele ao contrário, congelou. Mas...isso não foi o pior, o pior foi ter criado o PC Farias, seu tesoureiro de campanha, que fez escola. Veja que após PC, tivemos outros tesoureiros que tem feito o mesmo, corrupção cada dia mais sofisticada, envolvendo toda a sociedade, são empreiteiras, prestadores de serviço, deputados e altos funcionários do governo, bancos etc, etc e tal...
Em maio de 1991, um setor da CUT -Central de trabalhadores, no Congresso que fez, criou a tese de ingovernabilidade do governo Collor. Meses depois, setores da sociedade começam a falar em "impeachment", e aí nasce o 'FORA COLLOR', começa ai os atos públicos com essas palavras de ordem, com a clara demonstração da insatisfação da sociedade, com a politica collorista. Começa aparecer os escândalos, dinheiro desviado da LBA pela primeira dama, Roseane, denúncia de corrupção no primeiro escalão, Alceni Guerra com compra de 25 mil bicicletas, mochilas, tudo falso, dinheiro vivo embolsado por ele, Margarida Procópio, ministra da Ação Social, histórias de propinas, comissões. Estava confirmado os desvio do dinheiro público. Magri é pego passando a mão no dinheiro do FGTS, em ter recebido da Construtora Odebrecht 30mil dólares para autorizar a construção de maternidade no Acre, até Sergio Cardoso, o "Faixa" chefão da Força Sindical está metido na encrenca. Collor vê-se envolvido com estes escândalos e resolve fazer uma ampla reforma, novos ministros são nomeados. Mas a coisa ia ficar mais 'preta', a gestação das denúncias estava sendo acompanhadas pelos parlamentares do PT, até que o irmãozinho mais novo de sua excelência, resolveu vir a público e contar o "mar de lama" em que chafurndava seu irmão presidente e toda a "patota" que o cercava. (Veja 10/05/1992)Até dica como nasceu o apelido"Fernandinho do Pó", como nosso ex-era conhecido tinha montado com Paulo César Farias, um MINISTÉRIO NACIONAL DA CORRUPÇÃO, com o fito exclusivo de cobrar pedágio ou participação irregular na liberação de verbas públicas. Policia Federal, Receita Federal, e CPI no Congresso Nacional, iniciaram, inquéritos e investigações para elucidação dos fatos.
Algo que ficou bem claro a Nação, foi o grande volume de dinheiro, proveniente dos grandes grupos empresariais, porque o investimento seria compensado com a ampliação futura de seus lucros. PC Farias, recebeu de empresários da Construção Civil, 4,9 milhões de dólares, outro grupo 300 mil dolares, em troca de nada...isto era, em nome do projeto liberal...(quanta liberalidade!) , De todos os organismos da sociedade, o que mais defendeu o governo Collor, foi a FORÇA SINDICAL. A força criou por intermédio do Economista Aloisio Azevedo, do PCB, Luiz Antonio Medeiros, do Sindicato dos Metalúrgicos e Antonio Rogério Magri do Sindicato dos Eletrlicitários, todos de São Paulo, o Sindicalismo de Resultados (não só para os Sindicatos como para eles próprios). A filosofia deles percebe-se pelas palavras de Magri (FSP 20/09/1987) - "Ideologia não enche barriga de ninguem". "O sindicato será um instrumento para desenvolver o capitalismo brasileiro no sentido do lucro e de melhores acordos para os trabalhadores". As ideias de Medeiros são parecidas: "todo sindicato que se preze faz parte da reprodução capitalista, o objetivo do sindicato é lutar para vender a mão-de-obra pelo preço mais alto possível". (FSP 23/08/1987. "É preciso capitalismo forte, patrões com lucro, para poder, negociar para ganhar mais e talvez depois trabalhar menos (OEST 13/08/1987.
....mais um capitulo da era Collor, hoje Senador, amigo de seus desafetos do passado e hoje candidato ao governode ALAGOAS, pobre ALAGOAS...
fico triste em ver aquele povo, maioria de sofridos, serem novamente enganados pelo traste..
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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