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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SEMANA DO LEITOR - FOLHA DE SÃO PAULO - sem data

Achei a folha, mas sem data, e como os temas são interessantes, vou taanscreve-los.

ATÉ QUANDO
"A expressão mais usada na seção dos leitores nos jornais diante dos escândalo nos três Poderes da republica é - até quando?".
Essa expressão deveria ser complementada por "até quando vou decidir entrar na sociedade de amigos do meu bairro? ou até quando vou adiar a minha filiação partidária?.
A participação política começa e ganha muito mais força dessa forma, na vida comunitária e nas representações regionais dos partidos.
Mas o comodismo, aliado ao individualismo, faz com que, escândalo após escândalo, fiquemos repetindo 'até quando...a minha passividade vai contribuir para a impunidade e a inoperância das nossas instituições?"  -  Roberto Castro - SP/SP

"Conta-se  que, há muitos anos, na Cidade de Crato, no Estado do Ceará, um candidato a vereador recebeu apenas um voto, o seu.
Ao indagar sua mulher por que nem ela havia votado nele, recebeu a seguinte resposta: "Se outros, que não te conhecem, não votaram, imagina eu, que te conheço bem".
A proposta de reforma para eleições do legislativo prejudica a censura pública pelo voto e facilita a reeleição de maus candidatos. Seremos obrigados a votar  em quem não queremos que nos represente. Votar numa lista feita pelo partido é abdicar do processo democrático que progressivamente vem construindo o Brasil nos últimos trinta anos. Só desejamos eleger que não tem medo de ser conhecido" - Davi de Lacerda - SP/SP

"Na lógica perversa dos privilegiados, incluindo a do presidente LULA, se todo o mundo  comete "erros" (Um eufemismo para crimes), porque impedi los de acontecer? Mas afinal, que é este "todo mundo"?
No teatro vicentino , num auto representado pela primeira vez em 1532, na corte portuguesa, por ocasião do nascimento do príncipe dom Manuel, Todo o Mundo, personagem alegórico, é o rico mercador que mente, rouba, busca a glória e quer o paraíso a qualquer custo, ao contrário de Ninguém, que diz a verdade, sofre e é desenganado.
Deve ser por isso que LULA vem repetindo que não adianta a hipocrisia dos que criticam os salários na Câmara ou o fato de presentear familiares e amigos com o dinheiro de "ninguém", uma vez que sempre foi assim e assim sempre será.
Mas os "ninguens" já descobriram que é este "todo o mundo" e devem ativar a memória nas próximas eleições para não eternizar o "Auto da Lusitânia".   -  Virgínia Gonçalves - Londrina/PR

LISTA FECHADA.
Dos jornais paulistano, a Folha é o que tem  os reflexos mais rápidos e precisos.
Na página A4 de quarta feira, o jornal chamou a atenção para o novo estelionato preparado pela Câmara: o projeto da reforma politica, articulado por PT, PMDB, DEM, PPS, e PC do B, com texto de Ibsen Pinheiro e aval de MICHEL TEMER. Afinal. o que pretendem suas excelências com essa proposta indecorosa do voto em lista fechada? O eleitor não votará mais no candidato de sua preferência, e sim numa "lista", elaborada à sua revelia pela sigla ou pela coligação. Ora, ao não poder escolher o meu representante na Câmara, eu perco minha vinculação pessoal, politica e afetiva com ele. Representado e representante ficam estranhos um com outro. O Deputado simplesmente vira as costas para o seu eleitor, fica inacessível aos reclamos deste último, acomodado no OLIMPO de suas conveniências pessoais.
A proposta da votação em lista fechada constitui o maior estelionato eleitoral da nossa história republicana e coloca em questão a própria legitimidade dos delegados da vontade popular. O eleitor brasileiro não vae concordar com a sórdida manipulação de sua vontade pelos cardeais da "cosa nostra" sentados na cúpula do Legislativo.  -  Gilberto de Mello Kujawski

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