Mais da metade dos que entrariam nos critérios de renda do programa não recebem beneficíos em 2006. Apesar dos esforços do governo para ampliar o programa, mais da metade dos domicílios que se encaixam nos critérios de renda do programa não receberam o benefício em 2006.
A pesquisa demonstrou que 8,2 milhões de residências com renda média per capita era igual ou inferior a R$120,00. Dessas, 4.3 milhões - 53% do total, não estavam recebendo recursos do programa Bolsa Família em setembro de 2006. A renda não é o único critério, o programa divide seu público também com pobreza, entre R$60 e 120 reais, per capita, e os que estão em extrema pobreza, abaixo de R$60 per capita, mesmo que não existam crianças menores de 15 anos. Levando em conta este grupo, a pesquisa constatou 1.500 milhão de residências não recebem o benefício, já para o benefício de família em situação de pobreza é preciso que haja pelo menos uma criança com até 15 anos de idade
FSP - 28/06/2008 - BOLSA FAMÍLIA- aplaca a fome, mas não acaba com a miséria - Pesquisa financiada pelo governo ouviu 5.000 favorecidos pelo programa de Lula..
Ministério da Fazenda defende que a integração com outros programas já começou, mas que prioridade é aumentar a escolaridade da população. Os beneficiários do bolsa família afirmam que o programa os ajuda a consumir muito mais alimentos - especialmente açucares - mas falta programa que ajudem a superar a pobreza. A pesquisa mostrou que os gastos do dinheiro foi principalmente com alimentação, material escoar e vestuário., 78% disseram ter aumentado a compra de açucares, sorvetes, gelatinas, bombons ou refrigerantes.
FSP - 24/05/2010 - PARA SOCIOLÓGO, BRASIL ainda vive um abismo social. Jesse Souza afirma que Bolsa Família não consegue incluir mais pobres e resolver questão da desigualdade. Especialista é autor de "A Ralé Brasileira", em que estuda parcela da população que vive como "subgente". Na contramão dos estudos que apontam melhora da distribuição de renda no Brasil, sociólogo afirma que o país ainda vive uma "desigualdade abissal" em sua sociedade. Somos uma sociedade altamente conservadora, que aceita conviver com parcela significativa da população vivendo como "subgente". Essa classe social, que chamamos provocativamente de "ralé", é a mão de obra barata para as classes médias e alta que podem - contando com o exército de empregadas, motoboys, porteiros, carregadores, babas, prostitutas - se dedicar às ocupações rentáveis e com alto retorno em prestigio.
É isso que chamo de "desigualdade abissal" como nosso problema central.
FSP - 26/05/2010 - Benefício social prejudica atividade rural do Nordeste - Para manter Bolsa Família, trabalhador opta por não ter carteira assinada; para continuar recebendo o benefício e a aposentadoria especial antecipada.
Bolsa Família não é desestimulo ao emprego, diz governo. Ministério do Desenvolvimento não se posiciona sobre dificuldade na contratação de mão de obra no sul da Bahia. Dados da pasta apontam que Estado é a região em que mais empregos formais foram criados entre 2008 e 2009 a partir de fiscalização.
Em uma das maiores fazendas ainda ativas em Brejões, a Campo Grande, o cafeicultor diz ter diminuído o número de "covas" (pé de café) de 1 milhão para 700 mil nos últimos anos por falta de mão de obra. Enquanto precisa de 200 pessoas, só consegue 70 com carteira assinada.. O resultado é que mais de 40% do café não é colhido no pé por falta de tempo, criando diferença no valor do produto.
FSP - 07/06/2010 - Bolsa-Família já beneficia 26 % dos novos assentados. Extensão do benefício esbarra em resistência de prefeitos e do MST, que tem medo de perder poder de mobilizar sem-terra.
Um em cada quatro novos assentados da reforma agrária já é atendido pelo programa Bolsa Família, O governo já quer estender também o benefício aos sem-terra à espera de um lote. Neste público alvo estão 214 mil famílias que já recebem cestas básica a cada três meses. Há dois entraves, o prefeito não quer incluir os sem-terras no cadastro único, e o próprio MST resiste, avaliando que o bolsa família afastará os sem-terra da mobilização, como invasões. O Nordeste detém a maior proporção de assentados com o cartão do programa (36%) o Centro-oeste (19%) e o Sul com 22 %..
Há uma análise do Professor de UNESP, Bernardo Mançano Fernandes, que diz ser a iniciativa do governo de incluir famílias assentadas no programa Bolsa Família é uma ajuda substancial , considerando que elas estão reconstruindo suas vidas, mas não pode ser duradouro, o Bolsa é uma politica compensatória, tornando-se permanente, emperra o desenvolvimento. A lógica é contribuir para o estabelecimento de condições, como crédito e a educação de produzir e comercializar essa produção. Milhares de assentados não tiveram acesso ao credito por falta de organização ou conhecimento. Por outro lado, o auxilio permanente, como dizia o nosso REI DO BAIÃO, LUIZ GONZAGA, "VICIA O CIDADÃO".
ESTADO - 09/06/2010 - BOLSA- FAMÍLIA da menos votos no Sudeste.
Entre beneficiados, Serra atinge 40% das intenções de voto contra 35% de Dilma no Centro-Sul, nas outras regiões petista tem 49% e tucano 27%. O assistêncialismo sozinho não explica o comportamento do eleitorado governista na sucessão presidencial. Tampouco alistar eleitores em programas sociais não é garantia, por si só, de voto nas urnas.
...o palhaço aposentado, continua dizendo, não de nada de graça a ninguém, ensine-o a produzir, a criar para que não se torne um parasita, ou um Jeca Tatu, o personagem de Monteiro Lobato, o governo tem que ao montar um assentamento, criar também mecanismos, como Cooperativa, que organizara os assentados, dando a eles condições de produzir, colhee comercializar...senão é pura demagogia eleitoreira...leram bem...seus coronéis de fancaria....
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